domingo, 15 de abril de 2012

A disciplina em sala de aula

Outro dia esperava pacientemente na fila minha vez de ser atendido, quando um outro cidadão, sem mais nem menos, se interpôs à frente e pretextando ser amigo de um dos “pacientes” que a minha frente aguardavam, insurgiu-se w li se instalou, deixando lá trás um mundo de resmungos. Minutos depois, esperávamos todos o elevador chegar e mal a porta se abriu uma matilha alvoroçada ingressou no mesmo, atropelando os que de lá saiam. Não demorou muito, aguardava a hora de embarque e tão logo foi feita a chamada para o vôo, uma porção de passageiros desesperados amontoaram-se à frente, deixando crianças, idosos e deficientes, com suposta preferência, entrarem por último. Sorte que os lugares eram marcados e assim não coube aos primeiros o privilégio da escolha. Entrei no vôo por último, suspirando aliviado e pensando minha sorte em não estar buscando lugar no metrô, que disputa com maior sofreguidão bem mais passageiros.

Confesso que não me habituo a essa rotina agressiva e acho muito estranho tudo isso, recordando-me de tempos atrás quando havia uma coisa civilizada chamada “fila” que, agora, parece ter desaparecido.

Nada de surpreendente no que acima se relata. Não há morador de cidade grande ou média que não percebe essa evidência, que não sabe de pai que vai a escola reclamar da falta de disciplina e atira cascas de frutas pela janela ou estaciona em mão dupla. Ser empurrado, levar cotovelada, tapa na orelha e xingamento tornou-se comum e quem desejar ficar livre desses assédios que não tente sair de casa. Ou se aprende a empurrar ou se é empurrado cada vez mais. Nada disso parece causar estranheza, mas por paradoxal que possa parecer, existem os que ficam surpreendidos com o avolumar da indisciplina em sala de aula.


sala de aula é e sempre foi um espaço que expressa continuidade da vida, reflexo do entorno. Se assim não for, não será sala de aula verdadeira, não permitirá que o aluno contextualize em sua existência os saberes que ali aprende. Ora se a sala de aula é reflexo da sociedade e se a sociedade urbana perdeu noção de compostura e disciplina, como esperar que a escola transforme-se em um aquário social, tornando-se diferente da rua? Se aqui se fechasse esta crônica, ficaria por certo uma questão essencial. Quer dizer então que não adianta combater a indisciplina em sala de aula, uma vez que este espaço reproduz a ausência de disciplina que campeia pelas ruas?

a resposta é claramente negativa.

É essencial que se restaure a disciplina em sala de aula, que se faça desse valor um objetivo a se perseguir, não para que a sala se isole da sociedade e também não para que a aula do professor fique mais confortável, mas antes para que ali ao menos se aprenda como tentar modificar o caos urbano que o desrespeito social precipitou. Mas, como fazer isso?
Em primeiro lugar transformando-se a disciplina em um “valor”. Isto é, fazendo com que seja a mesma vista como uma qualidade humana, imprescindível à convivência e fundamental para as boas relações interpessoais. A disciplina não pode, jamais, chegar ao aluno como uma ordem, um castigo, um imperativo que partindo do mais forte, dirige-se ao oprimido em nome de seu conforto pessoal, mas como “produto” de debate, reflexão, estudo de caso e análise onde se descobre a hierarquia de povos disciplinados sobre clãs sem mando ou sobre sociedades oprimidas. A Literatura, a História e a Geografia podem se transformar em espelhos que refletem que a disciplina que se busca não é apenas a que se vê na relação professor x aluno, mas toda aquela que leva um povo à vitória, um ideal à concretização. Depois de uma ampla sensibilização sobre a disciplina enquanto valor humano cabe uma franqueza cristalina na discussão de regras, princípios, normas e fundamentos que são essenciais a todos, ainda que funções diferentes impliquem em regras não necessariamente iguais. Qual a disciplina ideal na opinião dos alunos? Qual na opinião dos professores? Quais regras são boas para todos e quais sanções cabem a quem não as cumpre? Esse diálogo não deve valer somente para se sensibilizar a classe sobre o valor da disciplina, mas para formalizar verdadeiro “contrato” que unindo interesses, exigirá reciprocidade.
Em terceiro lugar um sincero convite para que todos os membros da comunidade – alunos, pais, professores, inspetores, serventes, etc. – ajudem a escola a construir os valores que objetiva. Que se mostre o que a sala de aula está fazendo e o que espera que faça o cidadão, que se busque algumas simples regras para a comunidade que uniformizando a solidariedade, sinaliza, para a construção de um ideal. É a oportunidade para mostrar que o belo e o bom não são questão de preço, mas ação comportamental de uma comunidade. É possível imaginar o efeito de um boicote de clientes contra a instituição pública ou privada que menospreze a disciplina? A construção de regras implica tacitamente na proposição de sanções quando de sua infringência, tal como no esporte o descumprir da regra implica na falta, e estas sanções necessitam menos castigar que orientar, menos punir e bem mais relevar o sentido e a significação de se viver em grupos.

Isto mudará o mundo fora da escola, além do entorno e de sua comunidade? Ocorrerá a restauração da fila e o voltar do respeito? Impossível ter certeza, mas ainda sem ela fica a convicção de que se a comunidade não fizer da sala de aula o seu espelho, ao menos os alunos e mestres desta sala a transformarão em abrigo sereno que sonha transformar-se em pequenino modelo para uma comunidade melhor.


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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ética e sua aplicação no exercício do Serviço Social

Os fundamentos da Ética e sua aplicação no exercício do Serviço Social

A revisão a que se procedeu, compatível com o espírito do texto de 1986, partiu da compreensão de que a ética deve ter como suporte uma ontologia do ser social: os valores são determinações da prática social, resultantes da atividade criadora tipificada no processo de trabalho. É mediante o processo de trabalho que o ser social se constitui, instaura-se como distinto do ser natural, dispondo de capacidade teleológica, projetiva, consciente; é por essa Socialização que ele se põe como ser capaz de liberdade. Essa concepção já contém em si mesma uma projeção de sociedade - aquela em que se propicie aos trabalhadores um pleno desenvolvimento para a invenção e vivência de novos valores, o que, evidentemente, supõe a erradicação de todos os processos de exploração, opressão e alienação. É ao projeto social aí implicado que se conecta o projeto profissional do Serviço Social - e cabe pensar a ética como pressuposto teórico-político que remete para o enfrentamento das contradições postas à profissão, a partir de uma visão crítica e fundamentada teoricamente, das derivações éticas políticas do agir profissional. (pp.21 e 22)

Princípios filosóficos que fundamentam a Ética no Serviço Social brasileiro traz que o Serviço Social foi uma das primeiras profissões da área social a ter aprovada sua lei de regulamentação profissional, a Lei 3252 de 27 de agosto de 1957, posteriormente regulamentada pelo Decreto 994 de 15 de maio de 19621. Foi esse decreto que determinou, em seu artigo 6º, que a disciplina e fiscalização do exercício profissional caberiam ao Conselho Federal de Assistentes Sociais (CFAS) e aos Conselhos Regionais de Assistentes Sociais (CRAS).

O Serviço Social adquire no mundo atual uma amplitude técnica e cientifica, impondo aos membros da profissão maiores encargos e responsabilidades;

Um Código de Ética se destina à profissionais de diferentes credos e princípios filosóficos, devendo ser aplicável a todos.

O primeiro Código de Ética Profissional do Assistente Social foi elaborado pela ABAS – Associação Brasileira de Assistentes Sociais, em 1948. A partir da criação do CFAS, em 1962, um novo Código é aprovado em 1965, passando a ter um caráter legal, assim como as reformulações posteriores em 1975, 1986 e 1993.

Resgate desse processo pode ser encontrado em ABRAMIDES, M. B. C. & CABRAL, M. S.R. O novo sindicalismo e o Serviço Social. São Paulo, Cortez, 1995 e CFESS. "Serviço Social a caminho do século XXI: o protagonismo ético-político do Conjunto CFESS-CRESS". In: Serviço Social e Sociedade. São Paulo, Cortez, 1996;

Guerra (2005) aponta as determinações da prática profissional, considera que o Serviço Social sofre influências da categoria cotidianas, ou seja, recebe muitas demandas de caráter imediato. Considerando as complexidades das relações sociais na sociedade capitalista, devemos estar cientes que estas demandas não cessarão através de intervenções imediatas.

Segundo Guerra (2005), a ação profissional do assistente social deve se respaldar em conhecimentos sobre a totalidade social, fundamentos da profissão, sobre os fenômenos sociais, o homem como ser social, entre outros, para que assim, este profissional possa planejar e projetar muito bem suas ações. Devemos considerar que estes conhecimentos também devem contribuir para melhor desenvolvimento das diferentes dimensões que a profissão possui: Dimensão Técnico-instrumental, Teórico-intelectual, Investigativa, Ético político e a dimensão Formativa.

Um código ético pode, portanto, ser entendido como um conjunto de regras de conduta, nas quais são estabelecidos critérios de orientação que permitam decidir o que é eticamente mais correto, procurando assegurar comportamentos e atitudes éticas por parte dos membros de uma empresa, podendo ter também uma abrangência setorial ou mesmo profissional.

 
 Os desafios da articulação entre teoria e prática no Serviço Social

Segundo Marilda Vilella Iamamoto a qual caracteriza o Serviço Social como profissão em face de divisão de trabalho peculiar à sociedade capitalista. Sendo que a divisão social do trabalho submete os indivíduos a certos ramos de atividades profissionais gerando a acumulação e as particularidades da reprodução da força de trabalho, processo que reifica as relações estabelecidas. É no contexto da divisão social do trabalho que a autora situa o Serviço Social, enquanto uma atividade institucionalizada, “legitimada pelo Estado e pelo conjunto dominante”.

A mesma ressalta a importância da apreensão histórica dessa noção e da compreensão das diversas formas que a divisão social do trabalho assume, “de acordo com as condições de produção sobre a qual se baseiam as relações entre os membros da sociedade”.

O Serviço Social, como profissão situa-se no processo de reprodução das relações sociais, fundamentalmente como uma atividade auxiliar e subsidiária no exercício do controle social e na difusão da ideologia da classe dominante entre a classe trabalhadora. Isto é, na criação de bases políticas para o exercício do poder de classe.

Enquanto profissional, o assistente social realiza sua prática vinculado a organismos institucionais6, inserido na divisão sócio técnica do trabalho, estabelecendo uma rede de mediações que estruturam o tecido social, tendo em vista o cotidiano como palco que consolida, perpetua ou transforma sua ação. A prática é particular e específica. Ela implica sujeitos com múltiplas determinações históricas no todo e, a especificidade, é extremamente complexa.

O atendimento às demandas tem sido realizado principalmente pelo assistente social, no contato estreito e direto com a população e em apreender as suas mais variadas expressões de vida: saúde, habitação, lazer, educação, família, afetividade etc.


 A reorientação do Serviço Social no Brasil

A necessidade da revisão do Código de 1986 vinha sendo sentida nos organismos profissionais desde fins dos anos oitenta. Foi agendada na plataforma programática da gestão 1990/1993 do CFESS. Entrou na ordem do dia com o I Seminário Nacional de Ética (agosto de 1991) perpassou o VII CBAS (maio de 1992) e culminou no II Seminário Nacional de Ética (novembro de 1992), envolvendo, além do conjunto CFESS/CRESS, a ABESS, a ANAS e a SESSUNE. O grau de ativa participação de assistentes sociais de todo o País assegura que este novo Código, produzido no marco do mais abrangente debate da categoria, expressa as aspirações coletivas dos profissionais brasileiros.

A revisão do texto de 1986 processou-se em dois níveis. Reafirmando os seus valores fundantes - a liberdade e a justiça social, articulou-os a partir da exigência democrática: a democracia é tomada como valor ético-político central, na medida em que é o único padrão de organização político-social capaz de assegurar a explicitação dos valores essenciais da liberdade e da equidade.

É ela, ademais, que favorece a ultrapassagem das limitações reais que a ordem burguesa impõe ao desenvolvimento pleno da cidadania, dos direitos e garantias individuais e sociais e das tendências à autonomia e à autogestão social. Em segundo lugar, cuidou-se de precisar a normatização do exercício profissional de modo a permitir que aqueles valores sejam retraduzidos no relacionamento entre assistentes sociais, instituições/organizações e população, preservando-se os direitos e deveres profissionais, a qualidade dos serviços e a responsabilidade diante do usuário.

A revisão a que se procedeu, compatível com o espírito do texto de 1986, partiu da compreensão de que a ética deve ter como suporte uma ontologia do ser social: os valores são determinações da prática social, resultantes da atividade criadora tipificada no processo de trabalho. É mediante o processo de trabalho que o ser social se constitui se instaura como distinto do ser natural, dispondo de capacidade teleológica, projetiva, consciente; é por esta socialização que ele se põe como ser capaz de liberdade. Esta concepção já contém em si mesma, uma projeção de sociedade - aquela em que se propicie aos trabalhadores um pleno desenvolvimento para a invenção e vivência de novos valores, o que, evidentemente, supõe a erradicação de todos os processos de exploração, opressão e alienação. É ao projeto social aí implicado que se conecta o projeto profissional do Serviço Social - e cabe pensar a ética como pressuposto teórico-político que remete para o enfrentamento das contradições postas à Profissão, a partir de uma visão crítica, e fundamentada teoricamente, das derivações ético-políticas do agir profissional.

Referencias Bibliográficas:

http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP2011_CFESS.pdf Acesso em 31 out 2011 às 17h47min.

BARROCO, M. L. S. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. São Paulo, Cortez, 2001.

BRASIL. Lei 8662/93 de 7 de junho de 1993. Dispõe sobre a profissão de assistente social e dá outras providências.

CFESS. Código de Ética Profissional do Assistente Social. 1986.

_______ Código de Ética Profissional do Assistente Social. 1993.

_______ "Serviço Social a caminho do século XXI: o protagonismo ético-político do Conjunto CFESS-CRESS". In: Serviço Social e Sociedade (50). São Paulo, Cortez, 1996.

GUERRA, Y. O potencial do ensino teórico-prático no novo currículo: elementos para o debate. Katálysis. Florianópolis, V. 8, N° 2, p. 147-154. 2005.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

"Que as realizações alcançadas este ano, sejam apenas sementes plantadas, que serão colhidas com maior sucesso no ano vindouro."



FELIZ NATAL E UM ABENÇOADO ANO DE 2012!!!


UM ABRAÇO...



domingo, 11 de dezembro de 2011

ANALISE DA PRATICA


Ramona Pereira, Daguimar Rodrigues, Eliete Ferreira e Maria Madalena atuando na Ação Social no dia da Responsabilidade Social
O descompasso entre o avanço tecnológico e o desenvolvimento humano cria um grande desafio, pois traz a idéia de que o sucesso do século XXI, isto é, o alcance da qualidade de vida será determinado pela qualidade da capacidade humana. Contudo, as transformações necessárias para a melhora da qualidade de vida, exigem um repensar do próprio homem sobre a sua insegurança e vulnerabilidade e uma responsabilidade conjunta do indivíduo e sociedade. Não existe uma fórmula sobre quais caminhos seguir, mas é a partir do cotidiano que podemos construir pontes, partindo da premissa de que fazemos parte de elos circulares.

Este texto apresenta um modelo de trabalho que vem sendo executado pelo Serviço Social na área da saúde do trabalhador que tem como fundamento teórico a abordagem sistêmica. Portanto, o objetivo é favorecer o entendimento de que a visão ampliada do indivíduo possibilita ao profissional de Serviço Social, mesmo através de uma intervenção breve, impelir o indivíduo a ser mais consciente de como agir em relação a si próprio, a sua saúde, tornando-se mais responsável, produtivo e motivado no seu cotidiano.

Quem levou o pensamento sistêmico para o mundo das ciências foi o biólogo Ludwig Von Bertalanffy (Nichols, 1998). Segundo ele “o sistema é uma entidade mantida pela interação de suas partes”. A aplicação desta forma de pensar trouxe várias contribuições a maneira de se compreender o mundo e o ser humano, transformando-se, hoje, como cita Peter Senge (1998), “ no antídoto para a sensação de impotência que muitas pessoas sentem na era da interdependência”. Ao ver o todo, aprendemos a fomentar saúde”. Desta forma, o indivíduo deixa de ser olhado sob a ótica de um ser isolado do seu contexto natural, a família, e passa a ser entendido como parte de um sistema. Ele é resultado de suas interações, logo tudo que lhe ocorre está interligado.

Esse serviço de atendimento entende, de acordo com Henry Sigerist, que “ a saúde não é simplesmente a ausência de doença, é algo positivo, uma atitude otimista perante a vida, uma boa aceitação da responsabilidade que a vida impõe ao indivíduo”. Assim, tem como objetivo imediato: favorecer aos seus usuários (pessoas afastadas do trabalho por motivo de doença) um melhor entendimento das dificuldades pelas quais possam estar passando e ajudar-lhes a buscar alternativas pessoais para um retorno mais rápido e profícuo ao trabalho, bem como um melhor estilo de vida pessoal; como objetivo remoto: contribuir, a médio, e longo prazo, com a política de recursos humanos. Para tal utilizamos como instrumentos: entrevistas, abordagens reuniões, visitas, encaminhamentos, documentação; como metodologia: entrevista inicial, Sumário Biopsicosocial, entrevistas de acompanhamento com o trabalhador e/ou familiares, reuniões com Junta Médica e contatos com chefias e setores administrativos.

Enfim, esta prática cotidiana do atendimento à pessoa através do paradigma sistêmico nos permiti constatar a possibilidade de impulsionar uma cadeia de mudanças, pois vamos lançando a semente da corresponsabilidade dos problemas envolvendo os trabalhadores, chefias e familiares, tendo em vista que uma vez assumida a responsabilidade pessoal pela mudança do seu papel nos padrões de relacionamentos, podem-se romper hábitos antigos e encontrar soluções novas para os problemas. Desta forma, o indivíduo fica mais consciente de como agir em relação a si próprio e à sua saúde. Sai do lugar de vítima, acaba com a própria impotência e passa a agir. Como parte do sistema, a sua própria mudança acarreta mudança no sistema.

Por outro lado, o número de dados levantados nos atendimentos gera uma fonte de pesquisa que possibilita a elaboração de projetos na área da saúde ocupacional e para a melhoria da qualidade de vida.

1 - texto extraido do Livro: TERAPIA FAMILIAR Conceitos e Métodos – Nichols, M. P. & Schwartz, R. C.  – Artmed – 1998 ( p. 34-35)

A profissão do assistente social desenvolveu-se no final do século XIX, a partir dos movimentos de caridade na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Naquela época, como agora, os assistentes sociais dedicavam-se a melhorar a condição dos pobres e desprivilegiados da sociedade. Além de atender as necessidades básicas de alimentos, vestuário e habitação, os assistentes sociais também tentavam aliviar a angústia emocional nas famílias de seus clientes e encaminhá-los às entidades sociais responsáveis pelos extremos de pobreza e privilégios. O visitador solidário era um assistente social que visitava os clientes em suas casas para avaliar suas necessidades e oferecer ajuda. Tirando os profissionais de seus escritórios e os levando até as casas das pessoas carentes, essas visitas serviram para derrubar a artificialidade do modelo médico-paciente que prevaleceu durante tanto tempo.

Os visitadores solidários estavam diretamente envolvidos no tratamento de problemas de casamentos conturbados e dificuldades na educação dos filhos. Os profissionais das casas de assistência social ofereciam serviços sociais, não apenas aos indivíduos, mas também aos grupos familiares. A assistência social familiar foi provavelmente o foco mais importante do treinamento inicial em serviço Social. Na verdade, o primeiro curso ministrado pela primeira escola de Serviço Social dos Estados Unidos intitulava-se “O Tratamento das Famílias Carentes em Suas Próprias Casas” (Siporin, 1980). Os profissionais aprendiam a importância de entrevistar pai e mãe ao mesmo tempo para obter um quadro completo e preciso dos problemas de uma família, isto em uma época em que as mães eram consideradas responsáveis pela vida familiar, e muito antes dos profissionais tradicionais de saúde mental terem começado a experimentar a realização de sessões familiares conjuntas. Estes estudiosos da assistência social familiar da virada do século estavam bastante conscientes de algo que a psiquiatria demorou mais 50 anos para descobrir que as famílias devem ser consideradas como unidades. Assim, por exemplo, Mary Reymond (1917), em seu texto clássico Social Diagnoses, prescreveu o tratamento de “toda a família” e advertiu contra o isolamento dos membros da família de seu contexto natural.

O conceito de Richmond de coesão familiar tinha um toque incrivelmente moderno, antecipando, como realmente o fez, os trabalhos posteriores das teorias do papel, a pesquisa de dinâmica de grupo e, é claro, a terapia da família estrutural. Segundo Richmond, o grau de vínculo emocional entre os membros da família era um determinante fundamental da sua capacidade de sobreviver e florescer. Richmond também previu desenvolvimentos com os quais a terapia familiar passou a se preocupar na década de 1980, encarando as famílias como sistemas dentro de sistemas. Como observaram Bardhill e Sauders (1989 no livro Marital conflict and psychoanytic ): Ela (Richmond) reconheceu que as famílias não são conjuntos isolados (sistemas fechados), mas existem em um contexto social particular, que influencia interativamente e é influenciado por seu funcionamento (isto é, são abertos). Descreveu graficamente esta situação, usando um conjunto de círculos concêntricos para representar vários níveis sistêmicos, desde o individual até o cultural. Sua abordagem à prática foi considerar o efeito potencial de todas as intervenções em todo o nível sistêmico, e compreender e usar a interação recíproca da hierarquia sistêmica para propósitos terapêuticos. Ela realmente assumiu uma visão sistêmica da angustia humana. (p. 319). Ironicamente, os primeiros assistentes sociais a encararem a família como a unidade de intervenção, recuaram para uma visão mais tradicional da abordagem indivíduo-como-paciente quando ficaram sob a influência da psiquiatria na década de 1920.

Os assistentes sociais do ramo da saúde mental foram fortemente influenciados pelo modelo psicanalítico prevalecente, que enfatizava os indivíduos, não as famílias. Quando o movimento da terapia familiar foi iniciado, os assistentes sociais estavam entre seus mais numerosos e mais importantes colaboradores. Entre os líderes da terapia familiar que são assistentes sociais estavam: Virginia Satir, Ray Bardhill, Peggy Papp, Lynn Hoffman, Froma Walsh, Insoo Berg, Jay Lappin, Richard Stuart, Harry Aponte, Michael White, Doug Breunlin, Olga Silverstein, Lois Braverman, Steve de Shazer, Peggy Penn, Betty Carter, Braulio Montalvo e Monica McGoldrick. A propósito, mesmo começar uma lista dessas é difícil, porque, a menos que escrevêssemos páginas e páginas de nomes, seria inevitável a omissão de muitos nomes importantes.

A Indisciplina na Escola e a Aprendizagem em Coronel Sapucaia MS

INDISCIPLINA ESCOLAR: APRENDIZAGEM









SILVA, Mara Cristiane Lopes da, SEGOVIA, Milda, SILVESTRE, Nilséia da Silva, SOUZA, Ramona Pereira, VIANA, Ilizandra Santos da Silva.









Resumo



O presente artigo tem como objetivo promover uma reflexão sobre os problemas encontrados no processo de ensino/aprendizagem dos alunos do Ensino Fundamental, devido a indisciplina escolar. Para tanto, vamos buscar no âmago histórico as distorções que nos dias de hoje ainda permeiam as instituições escolares tanto nos aspectos filosóficos, estruturais e humanos. O mesmo foi realizado através de uma pesquisa bibliográfica e análise documental. Consideramos relevante esta pesquisa pela necessidade de trazer à tona discussões sobre o tema Indisciplina Escolar contribuindo para a superação de paradigmas educacionais.



Palavras-chave: Indisciplina. Professor. Estatuto da Criança e do Adolescente. Disciplina.



1. INTRODUÇÃO

Para iniciarmos com mais clareza o assunto a ser estudado, necessitamos primeiramente de falar sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, que desde a sua vigência, sempre foi taxado como uma lei permissiva, que contemplava somente direitos às crianças e aos adolescentes e que, de certo modo, teria contribuído para o aumento dos atos de indisciplina ocorridos na escola, essa fala parte principalmente de professores e de pessoas ligadas a educação escolar.

Porém nos perguntamos, será que todos os atos de indisciplina que ocorrem na escola atualmente têm alguma relação com o que rege o Estatuto da Criança e do Adolescente? Qual a relação entre os atos de indisciplina e o Estatuto? Qual o papel dos professores frente à indisciplina de seus alunos? O que fazer para acabar com indisciplina em sala de aula?

Estas indagações merecem algumas reflexões, não só para a compreensão da Lei e seu papel frente o problema escolar, mas visando apontar soluções concretas para os problemas enfrentados pelos profissionais da educação no seu dia a dia e principalmente para delegar a cada integrante desta situação o seu papel e função, na tentativa de solucionar os problemas que a indisciplina trás para o processo de ensino/aprendizagem.



2. O QUE É A INDISCIPLINA



Numa síntese conceitual, a indisciplina escolar se apresenta como o descumprimento das normas fixadas pela escola e demais legislações aplicadas (ex. Estatuto da Criança e do Adolescente). Ela se traduz num desrespeito, “seja do colega, seja do professor, seja ainda da própria instituição escolar (depredação das instalações, por exemplo).

Ela se mostra perniciosa, posto que sem disciplina “a poucas chances de se levar em bom termo um processo de aprendizagem. E a disciplina em sala de aula pode equivaler à simples boa educação: possuir alguns modos de comportamento que permitam o convívio pacífico”.

Içami Tiba define disciplina como:


(...) O conjunto de regras éticas para se atingir um objetivo. A ética é entendida, aqui, como o critério qualitativo do comportamento humano envolvendo e preservando o respeito ao bem estar biopsicossocial (...)


O autor aponta como causas da indisciplina na escola as características pessoais do aluno (distúrbios psiquiátricos, neurológicos, deficiência mental, distúrbios de personalidade, neuróticos), características relacionais (distúrbios entre os próprios colegas, distorções de auto-estima) e distúrbios e desmandos de professores.

Yves de La Taille esclarece que:


Se entendermos por disciplina comportamentos regidos por um conjunto de normas, a indisciplina poderá se traduzir de duas formas: 1) a revolta contra estas normas; 2) o desconhecimento delas. No primeiro caso, a indisciplina traduz-se por uma forma de desobediência insolente; no segundo, pelo caos dos comportamentos, pela desorganização das relações.


O ato indisciplinar deve ser regulamentado, nas normas que regem a escola, assumindo o regimento escolar papel relevante para a questão, ou seja, cabe a escola definir o que é, e quais são os atos de indisciplina, visando a melhor maneira de solucioná-los, procurando fazer com que os mesmos não atrapalhem o processo de ensino/aprendizagem dos alunos.



3. O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, EDUCAÇÃO ESCOLAR E INDISCIPLINA.



O ECA em seu Capitulo IV, que fala: Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer, em seus Artigos: 53, 54, 55, 56, 57, 58 e 59 trata, especificamente, do direito à educação estabelecendo seus objetivos, os direitos dos educandos, as obrigações do Estado, dos pais e dos dirigentes dos estabelecimentos de ensino fundamental.

Porem, não há qualquer referência à questão disciplinar envolvendo o educando. O Estatuto apenas procurou tornar exeqüível a norma constitucional quanto ao direito à educação.

Daí nos perguntamos se realmente o ECA, não acaba por deixar os alunos mais indisciplinados, uma vez que se sentem cheios de direitos e poucos deveres, ma ao analisarmos mais profundamente o Estatuto podemos observar que esse é um pensamento errôneo, pois o mesmo também solicita que a família também cumpra seu papel frente a educação de seus filhos, principalmente frente a educação escolar dos mesmos.

O Excelentíssimo Juiz de Direito da 2ª Vara do município de Amambai/MS o Sr. Thiago Nagawava Tanaka, em palestra oferecida aos moradores da cidade de Coronel Sapucaia/MS, com tema “Justiça na Escola”, afirma que: “Dentro da Escola a autoridade é do Diretor, dos Coordenadores e dos Professores, que os problemas que surgirem dentro do ambiente escolar de total responsabilidade dos mesmos, se esses não conseguirem solucioná-los devem chamar os pais das crianças e ou adolescentes, em seguida o Conselho Escolar e se necessário o Conselho Tutelar, que deve tentar solucionar o problema respeitando os direitos das criança e ou adolescentes e garantindo também o direito dos demais envolvidos na situação, sejam professores ou demais integrantes da escola, uma vez que o Conselho Tutelar também deve lembrar as crianças e ou adolescentes seus deveres.



4. O PAPEL DO PROFESSOR FRENTE À INDISCIPLINA:



Há 40 anos este problema praticamente não existia. As escolas do passado seguiam um sistema tradicional, exigindo dos alunos um comportamento quase militar. Quando ocorriam atitudes de indisciplina, os castigos, muitos deles físicos, eram aplicados.

Porém, muita coisa mudou nestes 40 anos e hoje a escola não adota mais uma postura repressiva e violenta. Estamos numa época de valorização da democracia, cidadania e respeito. Cabe a escola levar estes princípios à sério dentro do seu projeto pedagógico.

Numa tentativa de solucionar o problema da indisciplina em sala de aula o professor deve identificar os motivos da mesma, observando os alunos e estabelecendo um diálogo, que podera ajudar muito neste sentido. Muitas vezes, a indisciplina ocorre porque os alunos não entendem o conteúdo ou acham as aulas cansativas. Nestes casos, o professor pode modificar suas aulas, adotando atividades estimulantes e interativas. Esta atitude costuma gerar bons resultados.

Freqüentemente, ouve-se muitos professores queixarem-se da indisciplina de seus alunos, reclamam que os educandos conversam paralelamente ao professor o tempo todo, que apresentam dificuldade para copiar, raciocinar, realizar as atividades, trazer o material, prestar atenção, atender ordens, que jogam-se bolas de papel uns nos outros e até mesmo no professor, rasgam os trabalhos dos alunos do outro turno, escondem o material dos colegas respondem mal aos colegas e professores, e a partir daí surgem as seguintes indagações: agindo com mais rigidez, sendo autoritário, trabalhando de forma tradicional, se obterá mais disciplina na sala de aula?

Nesse sentido, questiona-se: de onde provém o problema da indisciplina? Do aluno, do professor, da metodologia utilizada, da sociedade? Quais são suas causas? Qual a melhor forma de se conseguir a disciplina desejada? Será através do autoritarismo, da imposição, de ameaças? Ou através do diálogo, da conscientização, do comprometimento, da elaboração coletiva das regras disciplinares da sala de aula e da escola?

VASCONCELLOS (1995, p. 41) nos diz que:


O educador, num primeiro momento, pode assumir a responsabilidade pela disciplina, enquanto articulador da proposta, levando, no entanto a classe a assumí-la progressivamente.Tem como parâmetro não a sua pessoa (“autoridade”) mas as necessárias condições para o trabalho coletivo em sala de aula.


Observa-se que os alunos agem de forma diferenciada com os professores, com alguns são totalmente indisciplinados, com outros, prestam atenção, fazem silêncio, participam da aula, questionam, sugerem, enfim, há um relacionamento equilibrado, de interação e troca de conhecimentos.

Em outras situações, a indisciplina ocorre a partir de uma situação de conflito e enfrentamento entre alunos e professor. Neste caso, o professor deve buscar conversar e ouvir os alunos. Mas uma vez ressaltamos que cabe ao professor desfazer o clima de conflito e solucionar a situação.

Uma outra boa sugestão é criar algumas regras comuns para o funcionamento das aulas. O professor pode fazer isso com a ajuda dos próprios alunos. Dentro destas regras podem constar: levantar a mão e aguardar a sua vez antes de perguntar ou falar, fazer silêncio em momentos de explicação, falar num tom de voz adequado, etc.

Com estas e outras atitudes, o professor vai ganhar o respeito de seus alunos. Este respeito é uma porta aberta para, através do diálogo com os estudantes, buscar soluções adequadas para melhorar as condições de aula na escola.

É também compromisso do educador se preocupar com a disciplina e a responsabilidade de seus alunos.

Para Piaget (1996):


(...) o respeito constitui o sentimento fundamental que possibilita a aquisição das noções morais (...)


Conseguimos atingir a responsabilidade, desenvolvendo a cooperação, a solidariedade, o comprometimento com o grupo.

Sob uma visão Piagetiana, o professor que na sala de aula dialoga com seu aluno, busca decisões conjuntas por meio da cooperação, para que haja um aprendizado através de contratos, que honra com sua palavra e promove relações de reciprocidade, sendo respeitoso com seus alunos, obtém dessa forma um melhor aproveitamento escolar.

Cabe ainda aos professores refletir que além das regras disciplinares, é necessário que os mesmos conquistem os alunos demonstrando respeito e estima por eles, valorizando seus esforços, suas atitudes, seus trabalhos, procurando estabelecer normas de convivência como, hora de conversar, de descansar, pois se o aluno for envolvido na elaboração e construção das regras disciplinares ele se sentirá comprometido e responsável por elas.

É necessário que o professor organize e planeje muito bem suas aulas, usando uma metodologia adequada a fim de que os mesmos não caiam no expontaneísmo e no improviso dos conteúdos, procurando dessa forma atender as necessidades e expectativas de seus alunos, mostrando-lhes onde podem aplicar tais conteúdos no decorrer de suas vidas, dando significado ao que está sendo trabalhado.





7. CONSIDERAÇÕES



No decorrer da história a educação passou por muitas transformações, indo desde o autoritarismo exagerado de alguns professores ao excesso de liberdade por parte de outros, o que pode ter dificultado em muitas vezes o bom desenvolvimento das aulas, influenciando diretamente no ato pedagógico da sala de aula e no processo ensino/aprendizagem, podendo ter provocado com isso a indisciplina escolar.

Em pleno terceiro milênio, estamos aprendendo a praticar a democracia, pois é inconcebível que, diante das avassaladoras transformações tecnológicas, científicas, sócio-políticas e culturais continuemos com uma forma arcaica, centralizadora e autoritária de fazer educação. Os tempos de hoje exigem valorização dos espaços escolares e autonomia para o crescimento dos mesmos.

Por isso faz-se necessário implementar nas instituições educacionais a gestão escolar democrática onde professores, pais, alunos e funcionários possam manifestar seu pensamento, sugerir, questionar, participar e elaborar juntamente com os gestores educacionais as regras de boa convivência na sala de aula e na escola. A escola deve ser uma instituição séria, competente e qualificada, a qual deve ter como objetivo proporcionar os alunos, além do seu crescimento cognitivo, o resgate de valores e a preparação para cidadania, onde a conquista da disciplina desejada acontecerá no momento em que houver o entendimento de todos, que o cumprimento das normas estabelecidas pelo grupo, propiciará um ambiente favorável ao ensino-aprendizagem. Só se conseguirá a disciplina desejada no momento em que se trabalhar de forma coletiva na escola, num processo em que todos os professores tenham uma mesma linha de ação, orientando o aluno, para que se torne responsável pela sua própria aprendizagem e pelo seu sucesso escolar.

Daí advém a importância de a escola construir seu projeto político pedagógico com a participação de toda comunidade escolar (professores, gestores escolares, pais, alunos, equipe técnica e de apoio, representantes religiosos e associações comunitárias), procurando estabelecer objetivos, metas, fins, ou seja, parâmetros comuns para a instituição, onde todos sintam-se responsáveis pela execução e elaboração do mesmo.



8. REFERÊNCIAS

CHALITA, Gabriel. Lugar de família é na escola. Revista Aprende Brasil - A

revista da sua Escola. Ano 2. nº 3. Fevereiro de 2005.

DANI, L. S. C. A disciplina e a construção do pensamento autônomo. Cenas e

cenários: reflexões sobre a educação. 1. Santa Maria, 1999, 1999, p. 85-101.

FREINET, C. Pedagogia do Bom Senso, ed. 6ª, São Paulo, Martins Fontes, 2000.

FREIRE, p. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

PASSOS, Laurizete Ferragut. A Indisciplina e o cotidiano escolar: novas abordagens, novos significados. In: Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas.

TIBA, Içami. Disciplina – Limite na medida certa. 8ª edição. São Paulo: Editora Gente, 1996.

VASCONCELOS, Celso dos Santos. Disciplina. São Paulo: Libertad, 2001.











segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Agradecimento à Deus

SENHOR, OBRIGADA POR MAIS UM ANO!!!!!!
Senhor!
Quero hoje agradecer-te por mais um ano de vida. Meus olhos volto a ti enquanto meu coração agradece por este milagre que é viver. Um milagre que me vem de maõs dadas com teus mistérios.
Sabe senhor...muitas vezes, no corre-corre das tarefas diárias, lembro de ti rapidamente, faço uma oração no trajeto de casa para o trabalho, te agradeço e te peço bênção para o dia que se inicia, para minha família, meus amigos e até prá quem não gosta de mim ou me prejudica de alguma forma. Mas hoje, quero te agradecer mais demoradamente pelo dom da VIDA, pelos meus olhos saudáveis que me possibilitam ver tantas maravilhas, pelo meu emprego, pela minha saúde, mas quero também te pedir perdão pelos momentos de fraqueza, quando sem perceber e sem querer, reclamo de algo e tantas vezes cobro de ti uma solução. Perdoa-me pelo egoísmo, perdoa-me por qualquer ato que possa de alguma forma te-lo magoado ou entristecido. Obrigada pelos 34 anos de uma vida sem tantas restrições, enquanto há tantos que sofrem. Obrigada pela família que me destes, pelos amigos que colocastes no meu caminho, obrigada pelo amanhecer, pelo por-do Sol, pela lua cheia, obrigada pela FÉ que me reanima nas horas de dificuldades, pela esperança que brota a cada dia.
Obrigada por ter me dado a oportunidade de seguir os teus ensinamentos e no livro da vida, ter conseguido de alguma maneira, propalar a tua palavra e falar sempre de ti e do teu amor por todos nós. 
obrigada por mais um ano adorando a ti, amo te de todo coração, só a ti dedico minha vida.
RAMONA PEREIRA

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Homenagem a Celina Jalad Martins

História

Celina Jallad, campo-grandense nascida em 11 de fevereiro de 1947, foi deputada estadual de Mato Grosso do Sul pelo PMDB. Além da vida política herdada de seu pai, o ex-governador Wilson Barbosa Martins, ela era empresária do ramo do agronegócio.

Em seu primeiro mandato, de 1995 a 1999, conquistou a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembléia Legislativa. De 1996 a 1997, presidiu a Comissão de Educação, Trabalho e Cidadania, período no qual foi eleita vice-presidente da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo na história do Parlamento Sul-mato-grossense.

Retornou para um segundo mandato na Assembléia Legislativa, de 1999 a 2003.
Até o ano passado, Celina exercia seu quarto mandato na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Em 30 de novembro, foi empossada como a 1ª Conselheira do Tribunal de Contas do Estado.

“ A Celina é uma pessoa que, ao longo de sua existência, semeou harmonia, liderança, companheirismo, amizade e dedicação às causas que acreditava e obviamente cumpriu sua missão de forma extraordinária neste mundo. É um momento difícil e de muita tristeza, em que a gente procura, mas são poucas as palavras capazes de expressar o muito que a Celina representa para todos nós”.


“Mato Grosso do Sul terá sempre o legado da conselheira do Tribunal de Contas do Estado Celina Martins Jallad como exemplo de dedicação ao bem comum. Seu trabalho e sua trajetória política, sempre a favor da igualdade, pela democracia e sempre ao lado das forças construtivas de nosso Estado, honram todos os que hoje compartilham a dor da sua ausência, consolados pela sua presença indelével na vida sul-mato-grossense. Como parlamentar, secretária de Estado e conselheira, Celina transformou os sonhos de sua gente em conquistas. Como mulher, mãe e cidadã, fez de sua vida exemplo que engrandece nossa história.”

sábado, 1 de janeiro de 2011

ASSUME A PRESIDÊNCIA DO BRASIL DILMA ROSSELF

Dilma Rousseff já é presidente do Brasil. Ela fez o juramento no Congresso e assinou o termo de posse, assim como o vice-presidente Michel Temer. Por volta das 16h45, o agora ex-presidente Lula passou a faixa presidencial a ela.  
“Eu estou muito emocionada pelo encerramento do mandato do maior líder que este país já teve”, afirma a presidente. “Conviver todos esses anos com o presidente Lula me deu a dimensão do governante justo”, afirmou a presidente no Parlatório do Palácio do Planalto, já com a faixa.
Após discurso no parlatório a presidente leva, o ex-presidente Lula até o fim da rampa e volta ao salão Nobre do Planalto, onde recebe os cumprimentos das autoridades estrangeiras. 
É VIVER PARA CRER... AS MULHERES CONQUISTANDO SEU ESPAÇO NA POLÍTICA DO BRASIL...............................

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

EM BREVE TODA INFORMAÇAO SOBRE

PROJETO DE INTERVENÇÃO
RESGATANDO A HISTORIA DE
CORONEL SAPUCAIA MS

ACADEMICA RAMONA PEREIRA E O CASAL DE FUNDADORES DO MUNICIPIO DE CORONEL SAPUCAIA MS
ANTONIO ELIAS E A SRª ERLY OLIVEIRA

A EQUIPE:
SR. ELIAS;
 SRª ERLY OLIVEIRA;
 PROF.ROSELI SILVESTRE;
 ACAD.RAMONA PEREIRA E O
PROF. RAMÃO FARIAS.

No último dia 12 de novembro, a acadêmica Ramona Pereira da UNIDERP/INTERATIVA do Pólo de Cel. Sapucaia levou para a Escola Municipal Mauricio Rodrigues de Paula o Projeto de Intervenção com o nome RESGATANDO A HISTORIA DE CORONEL SAPUCAIA. Segundo a Ramona, o projeto propõe conhecer a Historia e seu marco histórico para despertar nos alunos a valorização da cidade de Coronel Sapucaia - MS.


Foi convidado para palestrar Ramão Farias o Professor de Historia, e o Sr. Antonio Elias de Oliveira e sua esposa a Srª. Erly de Oliveira, os quais são moradores e filhos de fundadores do município.

A iniciativa adotada pela acadêmica contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura a Srª Maria Eva Gauto Flor Heringer, a qual incentivou o feito com sua presença, esteve presente também a Coordenadora Pedagógica Silvana Pires, Diretora Roseli Silvestre, professores da Escola Municipal Maurício Rodriguês de Paula e o Dr. Jose Segundo Rocha que é filho de fundadores do município e muito já contribuiu para a historia do mesmo. Com o objetivo de produzir um resgate de qualidade sem fins políticos e sim propondo pedagogicamente a valorização da cidade de Coronel Sapucaia. “Ficamos felizes por mais este Projeto valorizando nossos fundadores” disseram os convidados.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dia do Servidor Público

Os servidores necessitam de palestras motivacionais onde renovem os esforços da administração em prol da valorização do funcionalismo.
Onde palestrante aborde, com bom humor, o universo cotidiano dos funcionários de uma grande empresa. Lembrando que as Prefeitura de nosso país possuem problemas comuns, mas que não devem interferir na qualidade do atendimento prestado ao cidadão. "Os servidores municipais têm grandes responsabilidades e metas. A motivação e a reflexão devem estar sempre presentes", nas palestras pois da se à importância do trabalho em equipe, liderança, habilidades e competências pessoais e interpessoais.Só assim estaram voltados a um atendimento humanizado nas repartiçoes publicas.


Esse é meu desabafo como funcionaria pública que sou, que os colegas que não concorde critique minha palavras....

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PROFESSOR...

PROFISSÃO: PROFESSOR

Estamos, no Brasil, com um déficit de 254 mil professores e que deve se agravar ainda mais com as aposentadorias dos que estão na ativa (55,1% dos docentes brasileiros têm mais de 30 anos, segundo a CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).
Em São Paulo, por exemplo, existem escolas que não conseguem professores de química ou geografia.
Eu acho que hoje, profissionalmente, em se tratando de conhecimento e atualização, nunca se teve um tempo como este, graças à globalização das informações e as possibilidades de pesquisa em diversas partes do mundo, sem sair de seu escritório ou de sua casa. Os educadores de hoje têm a possibilidade de, cada vez, mais buscarem aperfeiçoamento de seus conhecimentos aumentando suas competências e quem ganha com isto são os alunos, pelo motivo de estarem diante de professores bem preparados.
Financeiramente, ainda há muito que se fazer, desde o ensino primário até o universitário. É impressionante que nosso governo ainda não tenha notado o poder que a educação tem na formação de um país melhor e nem o quanto economizariam em programas sociais.
Infelizmente os jovens que estão entrando para o Magistério hoje são claros e taxativos: “Não quero morrer de fome dando aula”; “Quero trabalhar em museus ou laboratórios onde o salário valha a pena” e, pior ainda, “Dar aulas para ser maltratado por alunos e ter uma profissão totalmente desrespeitada?”.
Quero aqui mostrar que existem outros pontos que esses futuros professores devem ter em mente. Um ponto favorável é a expansão de Faculdades e Universidades particulares, criando novas oportunidades para os profissionais de ensino, e que brevemente seguirão uma política de remuneração atualizada com as necessidades profissionais dos professores, como já vem acontecendo em alguns bons colégios particulares “puxando” os professores da rede pública para suas salas de aula.
Eu, pessoalmente, atuo nesta área com muita paixão e pretendo num futuro próximo dedicar-me ainda mais a esta atividade, que segundo D. Pedro I: "se pudesse escolher uma profissão escolheria a de professor".
Uma profissão gratificante e de novos rumos sempre uma profissão do futuro, afinal as pessoas caminham nesta terra há 12 milhões de anos e a única coisa que vêem repetindo neste tempo todo é o processo de aprendizado.
Eu reconheço que a didática de ensino deve mudar muito e se adaptar novamente. Nós progredimos da "palmatória" ao "laptop". Eu acredito que não falte muito para progredirmos para um reconhecimento salarial mais justo e para métodos com mais resultados em reter a atenção dos alunos na difusão da informação.
Professores devem se automotivar por suas novas descobertas, por suas novas pesquisas e o desejo de ver seu trabalho discutido numa sala de aula.
Não acredito que a motivação dos professores é a causa, nem conseqüência. Muito mais que isso é um instrumento didático, que torna o professor um elemento educativo, com capacidade de contagiar através de persuasão. Uma vez que toda informação apresentada, de uma maneira que contenha emoção, é mais fácil de ser assimilada e difundida, não só no mercado educacional, mas em todos os contextos de expansão de informação. A motivação é hoje elemento primordial para qualquer profissional. Ela tem efeito contagiante, auxilia na credibilidade, mostra empenho e demonstra carisma, assim como interesse nos alunos.
Vislumbro boas perspectivas para a classe docente, possibilidades de trabalho crescendo, o nível de informação está se superando e a classe está se integrando cada vez mais. Basta ver o número de professores em Congressos há alguns anos atrás comparados com a lotação dos Congressos de hoje. Existem até professores que pensam em fundar uma cooperativa educacional e conduzirem Universidades Cooperativadas por todo Brasil. Eis aí o professor empreendedor, indo além da atuação em sala de aula.
Narro, em um de meus livros chamado Fábrica de Gente toda história de um projeto, mostrando como modificar condutas e desenvolver cidadania para cada um dos funcionários da fábrica. Além de estar em todas as livrarias do Brasil, é também adotado em diversas Faculdades e Universidades. Na verdade, os conceitos, a experiência do livro e a vivência, são conceitos para serem discutidos em sala de aula, como um case, capaz de causar reflexões profundas no universo humano e social.

Porem, ao longo da história, sinto que faltou aos professores um pouco de ousadia. É evidente que a profissão em termos de remuneração, principalmente na Rede Pública precisa ser revista. Vencer essa dificuldade requer criatividade, foco em buscar novos mercados, abandonando sua zona de conforto. Ganhar pouco hoje não é sinônimo de que se vá ganhar pouco durante toda profissão. Hoje não basta o professor ser inteligente, ele tem de ser criativo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Lei da Ficha Limpa e a Moralização da Política

1,3 assinaturas da Campanha Ficha Limpa chegam ao Congresso Nacional

Em um ano e cinco meses, 1,3 milhão de assinaturas da Campanha Ficha Limpa foram arrecadadas em todo o país. O resultado da coleta já foi entregue ao Congresso Nacional, marcando a data em que o Projeto de Lei sobre a Vida Pregressa dos Candidatos foi protocolado e passou a tramitar na casa.
Em seis estados e no Distrito Federal mais de 1% dos eleitores/as assinaram o abaixo-assinado do PL que pretende criar novos casos de inelegibilidades baseados no passado do candidato/a. Em todo o país, as 43 entidades que compõem o MCCE, além de apoiadores e voluntários, arregaçaram as mangas para conseguir atingir a meta de no segundo semestre de 2009.


O objetivo da Campanha é impedir a candidatura de políticos condenados por crimes graves. O Projeto de Lei defende que haja uma condenação criminal por improbidade administrativa para que ocorra a inelegibilidade. No caso dos políticos que detém foro privilegiado, a proposta é que a inelegibilidade decorra tão somente do recebimento da denúncia, já que, segundo a Constituição, muitos desses processos podem até ser suspensos por decisão do Parlamento. Além disso, as denúncias criminais, nesses casos, terão que ser recebidas por um tribunal formado por diversas pessoas, o que dá maior garantia de que o processo será iniciado com base em alegações fundamentadas e embasadas por provas.
Confira abaixo os arquivos sobre o Projeto de Lei prontos para download:


Projeto de Lei sobre a vida pregressa dos candidatos - versão na íntegra (arquivo PDF)
Projeto de Lei sobre a vida pregressa dos candidatos - versão simplificada e para debate em público (arquivo PDF)
Como denunciar :
qua, 12/08/2009 - 00:25 — MCCE Todo cidadão ou cidadã que souber da ocorrência de atos de compra de votos ou de desvios administrativos com fins eleitorais pode informar o fato imediatamente ao Ministério Público Eleitoral. Os representantes dessa instituição nos Municípios são os Promotores Eleitorais. O Ministério Público é um dos que tem autorização legal para solicitar à Justiça Eleitoral a punição a candidatos que cometam corrupção eleitoral. Como não possui vinculação a qualquer partido político, o Ministério Público é o grande parceiro da sociedade no combate à corrupção eleitoral.
Mas a apresentação da denúncia de compra de voto não é feita com exclusividade ao promotor eleitoral. Pode também ser encaminhada à polícia e até mesmo ao Juiz Eleitoral, que neste caso encaminha a denúncia para o destino mais adequado (polícia ou promotoria eleitoral, ou ambos).
O ideal é que a informação seja transmitida às autoridades por escrito, desde que isso seja possível ou não implique em ameaça ao informante. O melhor seria que em cada município houvesse pelo menos um COMITÊ 9840 e que esse comitê levasse ao promotor eleitoral os casos de corrupção nas eleições. Assim a denúncia é apresentada com o respaldo de toda a comunidade, não apenas de um ou alguns indivíduos.
Lembre-se: o promotor eleitoral é obrigado a agir diante da ocorrência da corrupção eleitoral. Embora não se espera que isso ocorra, pode haver alguma omissão por parte da promotoria. Neste caso, comunique o fato à Procuradoria Regional Eleitoral do seu Estado.
Para reflexão:


Você já participou de alguma reunião em que um candidato tenha oferecido ou prometido vantagens particulares aos eleitores em troca dos seus votos?






Você já assistiu a cenas de distribuição de cestas básicas, materiais de construção ou outros bens por candidatos?



quarta-feira, 14 de julho de 2010

ANALISE SOBRE: 'palmadas'

Governo envia ao Congresso nesta quarta proposta para punir 'palmadas'
Projeto de lei ainda precisa passar pela Câmara e pelo Senado.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

HOMENAGEM AO FORMANO CURSO DE LETRAS UNIDERP INTERATIVA CORONEL SAPUCAIA TURMA 2009: MARCIO SIMÃO

O que fiz.
Ja nao sei.
Para variar nao consigo entender o que se passou!
Mas custa. Custa imenso perder um amigo!
Uma pessoa cujo sorriso brilhava e nos aquecia o coracao.
Cuja voz amiga nos tocava e dava forcas.
Basta o seu existir, para viver.
Mas esse sorriso deixou de me sorrir, a voz deixou de me falar.
Parte de nos morre quando se perde um amigo.
Parte de mim morreu, por nao saber o que fazer.
E nunca saberei o porque perdi tao brutalmente....
http://www.youtube.com/watch?v=sILqDxp6XN8

terça-feira, 11 de maio de 2010

1°seminario de Serviço Social em Amambai- MS


TEMA: PRFISSÃO DOCENTE NO SECULO XXI



O objetivo do seminário foi reunir pessoas que atuam nas áreas da educação, serviço social, pesquisadores e comunidade para pensar o papel dos educadores e assistentes sociais na sociedade contemporânea, marcada por intensos e dinâmicos processos de transformações.
Amambai (MS) - Educadores, alunos e pessoas ligadas as áreas da Educação e Serviço Social estiveram presentes no 1º Seminário de Serviço Social de Amambai, realizado na sexta-feira, 7, no Alphavile Clube. O seminário teve como tema central Profissão Docente: Desafios do Século XXI e foi promovido pelo Colégio Celq e os formandos do Curso de Serviço Social da Universidade Norte do Paraná (Unopar).Na solenidade de abertura alunos da escola de dança da Associação Cultural de Amambai apresentaram as danças do xupim e chote inglês.

De acordo com a coordenação do evento, o objetivo do seminário foi reunir pessoas que atuam nas áreas da educação, serviço social, pesquisadores e comunidade para pensar o papel dos educadores e assistentes sociais na sociedade contemporânea, marcada por intensos e dinâmicos processos de transformações.

Os palestrantes falaram sobre as dificuldades encontradas pelo professor no contexto escolar, fazendo um contraponto entre a necessidade do profissional de serviço social escolar nas escolas públicas do Estado e também sobre a Lei Estadual nº 3.186/2006, que garante a inclusão do profissional no corpo docente das instituições estaduais de ensino para atuarem na assistência social aos alunos e seus familiares em consonância com a equipe multidisciplinar.

O diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), palestrante Professor Dr. Reinaldo dos Santos, desenvolveu o tema “Compromisso do(a) professor(a) em pleno século XXI, e a presidente do CRESS 21 Região/MS, Geórgia Munhoz Pereira Leite, ministrou palestra com tema “O profissional de Serviço Social nas escolas: repensando trajetórias e perspectivas”.

O vereador Carlinhos, presente no evento, disse que a realização do seminário é um momento adequado para a reflexão buscando a melhoria na qualidade do ensino. “Parabéns aos organizadores pela iniciativa. O legislativo municipal será parceiro no sentido de garantir ações que venham qualificar o atendimento junto a comunidade escolar”, disse Carlinhos.

O diretor administrativo do Celq, Christiano Bortolotto, disse que o Celq tem como filosofia investir em mudanças que possam refletir positivamente junto a comunidade escolar, família e sociedade. “A realização do seminário, através da parceria entre o Celq e a Unopar, proporciona evolução conceitual para o desenvolvimento da educação”, falou Christiano.

Estiveram presentes o vereador Carlos Nascimento (Carlinhos) na ocasião representando o legislativo municipal, diretores administrativo e pedagógico da escola Celq, Christiano Bortolotto e Maria Helena Rozin Barbosa, respectivamente, presidente do conselho municipal de educação, professor Nelson Antonio Lang, secretária municipal de Assistência Social de Coronel Sapucaia, Ivone Paetzold, presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, pastor Lucivaldo da Silva Lima, representante do comando da 3ª Cia. da Polícia Militar, sargento Geraldo da Silva, e assistente social do fórum da Comarca de Amambai, Sueli Lacerda de Courbassier.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O comportamento ideológico da mídia, em relação à questão social.


realizamos as atividades!!!!!!!
Como vemos as noticias hoje...
Exercícios competentes de auto-reflexividade dos jornalistas têm permitido perceber o relacionamento próximo que se registra entre a espectacularização da informação corrente, ditada pelo mercado, e a sobre-simplificação de sociedades e culturas, a descontextualização ignorante da história das tensões e conflitos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dia do Indio no Municipio de Cel.Sapucaia - MS





História do Dia do Índio

Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Mas porque foi escolhido o 19 de abril?

Origem da data

Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.

No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.

Comemorações e importância da data

Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os minicípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais.

Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.

esse tambem é uma questão social importantissima...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

aula 7



A TURMA DE SERVIÇO SOCIAL DE CORONEL SAPUCAIA MS

The information technologies are part of the call "informational revolution", that to the common sense it is understood only as being an instrument that makes possible the productivity increase. We leave of the premise that such technologies composes part of the productive forces, and if they present as a new dimension placed to the Social Work, demanding of the Social Worker, the learning and domain of these technologies. Therefore, in we consider them to make an introductory reflection, relating the technologies of information and the profession of the Social Worker.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Sonhos de sociedade




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DALVA DAY
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Blumenau - Quarta, 31 de Março de 2010 - 12:01 PM
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domingo, 12 de abril de 2009
* 2009 - FELIZ PÁSCOA



O QUE SIGNIFICA A PÁSCOA?
A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados.
COMO É CHAMADA A PÁSCOA JUDAICA?
Pessach, ou Passover, é uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
QUAL O SIGNIFICADO DO COELHO NA PÁSCOA?
A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade e o renascimento da vida. Uma lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos.
NO EGITO ANTIGO, QUAL O ANIMAL QUE SIMBOLIZAVA NA PÁSCOA A FERTILIZADE, JÁ QUE NÃO EXISTIA O “COELHO”?
A LEBRE
QUEM TROUXE A TRADIÇÃO DO COELHO NA PÁSCOA PARA A AMERICA?
A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700.
QUE IMIGRANTES TROUXERAM O COELHO COMO SIMBOLO DA PÁSCOA NO BRASIL E QUANDO ACONTECEU?
Chegou ao Brasil pelos imigrantes ALEMÃES, entre 1913 e 1920.
COMO SURGIU O CHOCOLATE?
"Theobroma" é o nome dado pelos gregos ao "alimento dos deuses", o chocolate. "Theobroma cacao" é o nome científico dessa gostosura chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753. Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou. O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.
EM QUE SÉCULO SURGIU O CHOCOLATE NA EUROPA?


Na Europa chegou por volta do século XVI – (16) , tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.

POR QUE A PÁSCOA NUNCA CAI NO MESMO DIA TODO ANO?


que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica").


QUANDO ACONTECE A QUARTA FEIRA DE CINZAS ?



A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.


QUANDO OCORRERÁ O DIA DA PASCOA EM 2010?



Acontecerá dia 04 de abril de 2010.



O QUE SIGNIFICA O CÍRIO?



O círio é a grande vela acesa na Aleluia, simbolizando a luz dos povos, em Cristo.




O QUE SIGNIFICA AS PALAVRAS ESCRITAS “ALFA E ÔMEGA” NAS VELAS (CIRIO PASCAL”?




Alfa e Ômega nela gravadas querem dizer: "Deus é o princípio e o fim de tudo".


QUAL O SIGNIFICADO DO CORDEIRO NA PASCOA?


Simboliza Cristo, sacrificado em favor do seu rebanho.


QUAL O SIGNIFICADO DA CRUZ NA PÁSCOA?


Mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no sofrimento de Cristo. No Conselho de Nicea em 325 d.C, Constantim decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo. Então não somente um símbolo da Páscoa, mas o símbolo primordial da fé católica.


QUAL O SIGNIFICADO DO PÃO E O VINHO NA PÁSCOA?



Simbolizando a vida eterna, o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos.

O QUE SIGNIFICA O OVO NA PÁSCOA ?


O ovo simboliza o nascimento, a vida que retorna. Os ovos guardam em si a imagem de uma nova vida, por isso foram adotados como símbolo de renovação.


EM QUE SECULO OS OVOS SE TORNARAM SIMBOLO OFICIAL DA PÁSCOA?


SECULO XVIII (18)


QUEM UTILIZOU OS PRIMEIROS OVOS COLORIDOS NA PASCOA?



Os cristãos primitivos da Mesopotâmia foram os primeiros a usar ovos coloridos na Páscoa.

COMO OS CHINESES COSTUMAVAM PRESENTEAR OS AMIGOS COM OS OVOS DE PÁSCOAL?


Eles embrulhavam os ovos de galinha,com cascas de cebola e os cozinhavam com beterraba. Quando retirados do fogo, apresentavam desenhos mosqueados na casca.


QUAL O COSTUME UTILIZADOS NA GRÃ-BRETANHA COM OS OVOS DE PÁSCOA?



Na Grã-Bretanha, costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos dados aos amigos.

QUAL O COSTUME UTILIZADOS NA ALEMANHA COM OS OVOS DE PÁSCOA?


Na Alemanha, os ovos eram dados às crianças junto de outros presentes na Páscoa.


QUAL O COSTUME UTILIZADOS NA ARMÊNIA COM OS OVOS DE PÁSCOA?


Na Armênia decoravam ovos ocos com retratos de Cristo, da Virgem Maria e de outras imagens religiosas, para presentear?


QUANDO SURGIU O MODERNO OVO DE PÁSCOA DE CHOCOLATE?


Somente em 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver. Exatamente há 181 anos.


QUAL O MAIOR OVO DE PÁSCOA PRODUZIDO QUE A HISTORIA REGISTRA E FICOU PRONTO NO DIA 09 DE ABRIL DE 1992?


É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos.


QUANTO TEMPO DURA A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA ?


A celebração da Páscoa dura cerca de 50 dias. Tem início no Domingo da Ressurreição e se estende até o fim de Pentecostes, quando se relembra a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, sob a forma de línguas de fogo.


QUAL O SIGNIFICADO DA POMBA OU COLOMBA PASCAL?


A Pomba ou "Colomba" pascal, pão doce e enfeitado com a forma de ave, também é um símbolo cristão. A forma de pomba era usada nos antigos sacrários, onde se guardava a Eucaristia. Atualmente, passou também a ser usada no pão doce que costuma ser compartilhado, na Europa, especialmente na Itália, no café da manhã de Páscoa e da "Pasquetta" ou Pascoela, como é chamada no Brasil a segunda-feira após a Páscoa.


O QUE SIGNIFICA EQUINÓCIO?


O equinócio é o ponto da órbita da Terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite. Acontece no dia 21 de março.


HÁ QUANTO TEMPO A PÁSCOA EXISTE NO CALENDÁRIO GREGORIANO?


Aseqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.


PORQUE A DATA DE FESTEJO DA PÁSCOA É “MOVEL” OU “SEM DATA FIXA”?


Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril.


PORQUE AS PESSOAS FAZEM A “MALHAÇÃO DE JUDAS” NO SÁBADO DA ALELUIA?


Simboliza JUDAS apóstolo que traiu JESUS.


O QUE SIGNIFICA SEMANA SANTA?


Significa a semana anterior a páscoa, inicia com o domingo de RAMOS, que marca a entrada de Jesus Ana cidade de Jerusalém.



QUAL O SIGNIFICADO DE COMER PEIXE NA SEXTA FEIRA SANTA?


Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor


O QUE SIGNIFICA O “LAVA-PÉS” NA ÉPOCA DA PÁSCOAL?


Significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida.

O QUE SIGNIFICA A “CEIA” NA ÉPOCA DA PÁSCOAL?


A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele.


O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia

segunda-feira, 29 de março de 2010

TEMA:A BLOGOSFERA E AS ALTERNATIVAS À COMUNICAÇÃO HEGEMÔNICA



Nos temas anteriores tivemos oportunidade de citar e indicar endereços da internet que compõem um novo contexto informacional, formado por blogs e páginas pessoais, para o qual denominamos “Blogosfera”, ou seja, a esfera – alternativa – de atuação dos blogs, na perspectiva de apresentar alternativas comunicacionais ao monopólio da mídia tradicional.
Nesse sentido, a blogosfera caracteriza-se como um autêntico movimento de setores artísticos, culturais e jornalísticos, que aponta para uma reconfiguração dos espaços midiáticos, imprimindo novo perfil às formas contemporâneas de comunicação.
Há um elemento revolucionário na blogosfera que precisa ser assimilado, por acadêmicos e intelectuais de maneira geral, cuja compreensão só poderá acontecer se mergulharmos, concretamente, nesse mundo virtual. Portanto, o convite está feito: participem da blogosfera. A porta de entrada está aqui.